half heart
10 de janeiro de 2008
Ele era um fotógrafo amador que um dia sentiu uma coisa. Qualquer coisa. Sentiu uma mão a bater-lhe no coração, como se fosse alguém a bater à porta. Por sua vez, bateu à porta do que estava a picar o seu sentimento e pediu para entrar, mas só lhe deixaram entrar metade do coração. Compreenda-se que ele era amado, muito amado, mas aquela outra metade estava a mais. Não lhe restou alternativa senão abdicar daquele pedaço indesejado, porque o seu maior desejo era agradar, e ser útil e importante. Aliás, não abdicou, porque todos os dias olhava para a janela e via-o cá fora à espera dele. Ainda tem esperança que um dia o sentimento que o picou o deixe ir lá fora buscar a parte do seu coração que mais batia. Fazer um todo e viver feliz para sempre.

O facto de ele ser fotógrafo amador pouco importa para o caso. Apenas realça o facto de que isto é uma ilustração carinhosa.

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friendship, nem de propósito...
6 de janeiro de 2008
Nem de propósito, vi esta noite um filme que em muito tem a ver com o que disse no post anterior. O filme Radio, com Cuba Gooding Jr. e Ed Harris, relata a vida de um rapaz deficiente ignorado e desprezado por todos, que, devido à amizade e ao auxílio do treinador de uma equipa de futebol americano, vai alcançando a popularidade e a sua vida começa a ter valor para os outros. A amizade é isso... é ter importância na vida de quem amamos sem olhar aos seus defeitos, ao seu passado ou às suas limitadas condições de vivência diária. Amizade é estar presente e ajudar. O filme é excelente e transmite muitos e bons valores, e foi por mera coincidência que o vi pouco depois de escrever sobre amizade.

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friendship
5 de janeiro de 2008
Tenho chegado à conclusão que a amizade e o relacionamento puro e genuíno são a melhor dádiva de Deus. E ultimamente tenho visto os frutos disso. Não que isso seja uma novidade, por assim dizer, mas vejo cada vez mais que as pessoas que nos rodeiam é que moldam a nossa maneira de ser e contribuem grandemente para o nosso sucesso pessoal. Ter os amigos certos prontos para alinhar nos nossos projectos ou para nos apoiar nas nossas ideias e decisões, mas ao mesmo tempo prontos para nos puxar pelo colarinho e pôr um travão nas nossas loucuras e nos nossos mergulhos para o abismo, é bom. Muito bom. E há amigos sem quem já não sei viver.

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confissão deprimente, 4
30 de dezembro de 2007
Gostava que a sorte me batesse à porta. Por uma vez. Não estou a falar em euromilhões nem coisa que se pareça. Outro tipo de sorte. Uns braços abertos numa esquina, por exemplo. Compreenda quem puder.

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silêncio, e muito
13 de dezembro de 2007
Ando muito calado. A verdade é essa. Não é que não tenha coisas para dizer. Não. Têm acontecido coisas que me alegram, têm também acontecido coisas que me deixam verdadeiramente enfurecido e entristecido, e têm até acontecido coisas normais do dia-a-dia. Como vêm, as coisas acontecem, simplesmente não me apetece falar disso aqui. E por isso ando muito calado. Quando tiver mais vontade aviso-vos.

Obrigado pela vossa fidelidade.

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e mais uma vez (2)
1 de dezembro de 2007
E no entanto... depois de uma ponderada reflexão, com bons conselhos e com uma pitada de sensatez, parece que o horizonte se torna mais límpido novamente. É preciso ser sábio e confiar. Um dia ver-se-à os frutos.

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e mais uma vez
27 de novembro de 2007
Tenho a sensação que “vira o disco e toca o mesmo”. Mais uma vez. Para minha infelicidade. Tu que me conheces, amiga das velharias, sabes aquilo a que me refiro. Ainda ontem dizias que, com mais tempo, haveríamos de aprofundar essa conversa.

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estou a gostar disto
25 de novembro de 2007
Está a ser bom. E divertido. E até mesmo edificante. O quê perguntam vocês?
Só eu sei.

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palhaço
19 de novembro de 2007
Hoje fui tratado de palhaço por uma amiga, “mas palhaço no sentido carinhoso”, disse ela. Isto de palhaçadas tem sempre muito que se lhe diga e não sei como interpretá-lo. É do género entertainer, estão a ver? Mas por causa do carinhoso, agradeço.

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lições de vida
16 de novembro de 2007
O amor. É algo já ultra batido, que sabemos de cor e salteado, de trás para a frente e de uma ponta à outra, mas caímos sempre no mesmo erro. Caímos e voltamos a cair, vezes sem conta. Recebemos avisos vindos de todos os lados, pelos meios mais diversos, mas não aprendemos. E caímos mais uma vez. Se há algo que aprendi nos últimos dias, é que não vale a pena viver em guerra. Ou melhor, não se trata de guerra ou de paz. Trata-se de valorização. Aprendi, pelo pior preço possível, que todos os momentos de felicidade e de valorização são poucos quando comparados com a apatia, o desprezo, a indiferença ou simplesmente a 'normalidade'. Aprendi que, mesmo tendo a certeza da vida eterna, 'esta' vida é demasiado curta para desperdiçarmos os momentos e oportunidades preciosos que nos são dados. E o que aprendi mesmo é: amar sem complexos, sem distracções e sem interferências. Amar mesmo. E acima de tudo dizê-lo e demonstrá-lo. Soa a cliché mas um dia poderá ser tarde demais. A minha mãe sabia (e sabe) que eu a amo, mas parece-me sempre pouco.

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e agora?
15 de novembro de 2007
É a pergunta que mais me apetece fazer.

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